Reykjavik: 5 coisas para fazer e não fazer na capital da Islândia

Antes de planejar uma viagem e se encantar pela capital da Islândia, há algumas coisas para se tomar nota, afim de maximizar ainda mais a experiência na charmosa Reykjavik.

 

5 COISAS PARA FAZER EM REYKJAVIK

 

  1. Beba a água da torneira.

Não se preocupe em beber água engarrafada, quando a Islândia possui um dos abastecimentos de água dos mais puros e frescos do mundo, e é encontrado fluindo pelas torneiras gratuitamente. Muitos islandeses irão dizer que a água que se bebe nas garrafas é a mesma água da torneira e, ao comprar água engarrafada, você estará apenas sendo vitima do marketing e se tornando uma piada para os locais.

A qualidade da água de torneira na Islândia é excepcional devido a uma riqueza de rios de água doce que fluem para baixo das montanhas e geleiras. A única coisa que poderia sugerir dúvida, é o cheiro inicial e a aparência da água – por ser tão pura, é possível cheirar e ver traços de enxofre. Mas, é certo que a água islandesa é completamente segura e muito refrescante.

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Rios da Islândia – foto de Shutterstock

 

  1. Adote o amado lema local  “Thad reddast”.

Em geral, os islandeses tem uma certa particularidade quanto a sua ideia de tempo, não sendo a pontualidade muito importante em sua lista de prioridades, desfrutando de uma indiferença fria em relação à maioria das situações na vida. Uma frase que capta essa filosofia muito bem é uma de suas frases mais comuns: “Thad reddast”, que se traduz como “Vai dar tudo certo no final”. Mas, pode ser traduzido também como: “Você vai ser salvo antes que seja tarde demais!”. Esta frase é a essência por trás do país, e a aventura pela Islândia será muito mais tranquila e com uma apreciação ainda mais profunda pelo povo local.

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A magia da filosofia “Thad reddast”: Vai dar tudo certo no final – foto de Shutterstock

 

  1. Leia sobre os eventos atuais da história islandesa, previamente, para ter uma noção melhor da sua cozinha, sociedade e cultura.

A Islândia é um dos países mais fascinantes – é a terra mágica do fogo e do gelo. Segue abaixo sete coisas para saber sobre a Islândia, os islandeses, e a sociedade islandesa:

  • Por quase todas as métricas, é o pais mais feminista no mundo;
  • Há muitas pessoas que ainda acreditam em elfos – não confronte suas crenças culturais;
  • De acordo com o índice Global da Paz de 2015, a Islândia é o país mais seguro e mais pacífico do mundo;
  • A ilha é conhecida como o segundo país mais feliz do mundo, ficando atrás somente da Suíça;
  • A Islândia não faz parte da UE (União Européia) e há um grande debate em curso no país sobre se deve juntar-se – os pontos de vista são divididos -, embora oficialmente o país tenha desistido de sua candidatura em 2014;
  • Ainda é comum que os pais deixem seus bebês dormindo ao ar livre, mesmo em temperaturas baixas – tem sido uma tradição de gerações.
  • Tanto quanto os islandeses amam a sua cerveja e bebidas alcoólicas em geral, as leis de álcool são muito rigorosas. A compra de álcool pode ser feita apenas em lojas de bebidas chamadas Vinbúdin.
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Antiga rua da cidade de Reykjavik – foto de Shutterstock

 

  1. Vestir-se em camadas em todas as estações

Os verões islandeses não possuem as mesmas temperaturas árticas brutais do inverno, mas eles também não são calorosos. Espere muitos dias de chuva e rajadas de ventos fortes, da qual a Islândia é notoriamente conhecida. A melhor maneira de se preparar para todos os tipos de clima é se embalar e vestir-se em camadas, além de ser útil saber o itinerário do dia para escolher as roupas adequadas. Botas a prova de chuva são essenciais e permitirão longos passeios, sem imprevistos. Além disso, existem piscinas geotérmicas intermináveis em todo o país, ter sempre um traje de banho disponível na bolsa/mochila é uma boa ideia.

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Vibrante panorama do verão islandês – foto de Shutterstock

 

  1. Experimente o cachorro-quente islandês

O cachorro-quente do Baejarins Beztu, perto do porto de Reykjavik, é um ícone nacional e tem uma reputação de vender os melhores cachorros-quentes da Islândia. Geralmente, há uma longa fila, especialmente à tarde e nos fins de semana. Muitos estrangeiros visitantes afirmam que são os melhores cachorros-quentes do mundo. Basta perguntar a Bill Clinton e James Hetfield, que estão entre seus clientes mais conhecidos. Um clássico da barraquinha é pedir um “Eina med Ollu”, “um com tudo” em português, isto é, um cachorro-quente com todos os condimentos: remoulade (um molho à base de maionese), mostarda, ketchup, cebolas fritas crocantes e cebola crua. Quaisquer que sejam as preferências, se aprecia um bom cachorro-quente, este é o lugar para ir.

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Barriquinha do considerado melhor cachorro-quente da Islândia – foto de Bæjarins Beztu

 

5 COISAS PARA NÃO FAZER EM REYKJAVIK

 

  1. Não limitar sua viagem a apenas Reykjavik – aventure-se para o interior e além

A capital islandesa é apenas a porta de entrada de um dos países mais subestimados, mas esmagadoramente mágico. Para realmente aproveitar o esplendor das maravilhas naturais e paisagens deslumbrantes da Islândia, planeje um roteiro para outras partes da ilha. Contratar um guia privado e/ou alugar um carro para explorar as joias menos conhecidas e aventurar-se fora do caminho batido, é uma ótima ideia – esta opção permite maior flexibilidade e um itinerário personalizado, assim você pode parar quando e onde quiser. Um guia qualificado, e apaixonado por seu país, transmite aos visitantes sua familiaridade com os diferentes locais remotos e conhecimento de todas as joias pitorescas escondidas ao longo do caminho, além de oferecer uma exclusiva, enriquecedora e autêntica aventura pelas terras islandesas.

Algumas ideias de locais para explorar: caminhar pelas cachoeiras em Gullfoss; admirar as profundezas infinitas de beleza natural da Jokulsarlon Glacier Lagoon; dar um mergulho em uma das muitas piscinas geotérmicas e spas espalhados por todo o país; comprar símbolos do artesanato islandês no Alafoss; montar um dos lindos cavalos islandeses no campo, entre outras atividades.

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Blue Lagoon – foto de Shutterstock

 

  1. Não rejeite rapidamente a culinária islandesa

Grande parte da cozinha islandesa surgiu como uma questão de sobrevivência – por séculos, os islandeses tinham de fermentar, conservar em salmoura, ou secar os alimentos, a fim de preservá-los através de invernos rigorosos. A tradicional cozinha islandesa consiste principalmente de frutos do mar e cordeiro, que foram submetidos a um método de preservação. No entanto, chef’s de classe mundial estão constantemente ultrapassando as fronteiras da culinária nórdica e combinando ingredientes locais com técnicas inovadoras, redefinindo a cozinha islandesa moderna.

Para uma experiência de viagem completa e enriquecedora, é interessante experimentar cada prato tradicional (ou a maioria), pelo menos uma vez, e isso quer dizer, comer baleia, tubarão fermentado, peixe seco, renas e muito mais. Embora, seja necessário experimentar mais de uma vez alguns pratos para realmente começar a saborear, é possível desfrutar com gosto a culinária islandesa, seja comendo um lagostim, tomando um chá ártico ou degustando um Skyr – tipo de iogurte grego da Islândia.

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Ingredientes típicos da culinária da Islândia – foto de Shutterstock

 

  1. Não pegar táxi em todos os lugares; caminhe sempre que possível

Misturando a casualidade de uma aldeia com o know-how de cidade grande, Reykjavik é uma daquelas cidades para caminhar e absorver o seu esplendor. Não há serviços como o Uber no país e os táxis islandeses não são baratos. Dada à frequência de ventos e dias úmidos, não se incomode de carregar guarda-chuva (o vento vai destruí-los), apenas vestir-se adequadamente já será o suficiente.

Uma cidade cintilante, repleta de casas coloridas, recompensa àqueles que querem passear e enfrentar a inclemência do tempo. Fazer um dos muitos passeios ao ar livre permitirá obter uma rápida lição de história sobre a cidade e sua arquitetura – visitar o Concert Hall Harpa, especialmente ao pôr do sol, é espetacular.

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Harpa Concert Hall – foto de Shutterstock

 

  1. Não agir surpreso que os islandeses podem falar muito bem inglês

O sistema de ensino islandês exige que os alunos aprendam pelos menos quatro línguas pelo tempo que se graduam – islandês, inglês, dinamarquês e uma quarta língua de escolha, por isso não se surpreenda se todos (especialmente a geração mais jovem) falem inglês melhor do que alguns falantes nativos da língua inglesa. Não haverá quaisquer barreiras linguísticas ou problema de comunicação ao se comunicar em inglês, com raras exceções.

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Ruas do centro de Reykjavik – foto de Shutterstock

 

  1. Não se empolgue tanto com 24h de luz solar

Experimentar o verão da Islândia pode ser empolgante, o que significa que irá ver a gloria da luz do dia durante quase 24 horas continuas. Entretanto, essa ideia soa fabulosa na teoria, mas a realidade pode ser um pouco diferente – pelo menos para alguns. Os primeiros dias são belos e imponentes, especialmente no solstício de verão, mas para pessoas com sono muito leve, a incapacidade de obter uma boa noite de sono por causa da luz do sol perfurando a janela, pode ser um problema. O sol da meia-noite é certamente um espetáculo para ser visto, mas é muito fácil perder a noção do tempo quando o sol ainda está raiando às 2 horas da manhã. Usar uma máscara de olho ou duas e certificar-se que as acomodações possuem cortinas black-out é uma dica.

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Dias de sol durante o verão em Reykjavika – foto de Shutterstock

Texto traduzido de The Cultureur

 

A Islândia é um país de contrastes extremos, lar de algumas das maiores geleiras da Europa, e alguns dos vulcões mais ativos do mundo. Além da capital Reykjavík, moderna e cosmopolita, os centros populacionais são pequenos, com cidades pequenas, vilas de pescadores, fazendas e aldeias agrupados ao longo das margens costeiras.

Uma das formas de explorar os cenários da “The Land of Fire and Ice”, como é conhecida a Islândia, é explorar no seu tempo em um roteiro Fly & Drive – com a família, amigos e/ou casal – conhecendo não somente a capital, mas locais remotos e toda a extensão desta gigante e espetacular ilha vulcânica.

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