Myanmar, uma viagem fascinante

Myanmar pode ser considerado uma espécie de “last frontier” no Sudeste Asiático, aos poucos abrindo as suas portas para o turismo mundial. A Larissa, da Kangaroo no Rio foi conferir e nos conta abaixo suas impressões.

 

Tive mais uma vez, por incentivo da Kangaroo Tours, a oportunidade de conhecer mais um destino dos meus sonhos: Myanmar, a antiga Birmânia.

O país reserva, aos que têm curiosidade de visitá-lo, maravilhosas surpresas.

Desde os milhares templos da Bagan, até as lindas paisagens naturais no lago Inle, cada região tem fascinantes histórias para contar.

O budismo com certeza está presente em todas elas. Com a maioria da população budista, o país conserva ainda crenças do budismo Theravada, a mais antiga de suas vertentes.

 

O que visitar

Mandalay

Na cidade de Mandalay está uma joia desta religião: as 729 pedras de mármore que guardam os textos budistas. O conjunto, considerado como “a bíblia budista”, tem suas pedras esculpidas em pali, uma língua quase que totalmente esquecida pelo mundo.

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Larissa no Kuthodawa Pagoda, patrimônio da humanidade da UNESCO que contém ensinamentos budistas.
Foto Larissa Takahashi

O povo birmano, muito religioso, de coração simples e mente calma, é bastante acolhedor e curioso quanto aos estrangeiros. Antigamente era muito difícil entrar no país pois estava sob um governo militar severo, hoje por exemplo, brasileiros podem entrar na Birmânia com visto muito simples concedido online!

 

Yangon

Yangon, a antiga capital, é onde está a magnífica Shwedagon Pagoda, uma enorme pagoda no centro da cidade com diversos pequenos templos ao seu redor que atrai budistas e turistas do mundo inteiro. Passar ali o final da tarde e ver sua cor mudar de acordo com a tonalidade do céu é lindíssimo.

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Shwedagon Pagoda
Foto Larissa Takahashi

 

Bagan

Bagan, como já dito, tem mais de 4 mil templos, sendo que hoje apenas em torno de 2 mil estão ainda de pé por conta de um terremoto que aconteceu em 1974. Ainda assim, os templos e pagodas da região de Old Bagan contam muito da história antiga de Myanmar. Todos são belíssimos e alguns como o templo Ananda, Dhammayangyi e Hitilominlo são mais conhecidos, mas aos leitores quero apresentar um não muito popular: o Templo de Manuha Gupaya.

Este curioso templo construído pelo rei mon Manuha, é reflexo de seu sentimento de prisão, quando foi enclausurado a mando do antigo rei da Birmânia por não autorizar envio de algumas das escrituras budistas para Bagan. As escrituras foram levadas mesmo sem sua autorização junto com ele, que ali foi mantido preso, e pediu a construção do templo após vender um anel de rubi ao um homem rico do vilarejo de Myinkaba.

Dentro do templo estão 4 budas enormes, muito grandes para o tamanho do próprio templo. As janelas e portas são pequenas tanto que, ao entrar, todos podem sentir a sensação do aprisionamento de Manuha.

Três dos budas têm a feição entristecida e apenas um deles, que está deitado em posição de nirvana, tem o rosto mais sereno indicando a libertação da prisão de Manuha apenas com a sua morte.

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Representação Buda em posição de nirvana.
Foto Larissa Takahashi

 

Imagine então Bagan, com mais de 2 mil templos e estupas para visitar, cada um deles com sua história particular! Podemos ficar ali por meses sem conseguir ver tudo.

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Os incríveis templos de Bagan, mais de 2.000, eram na verdade 4.000 antes do terremoto.

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A melhor forma de explorar esta região é pelo ar, em balão de ar quente. Certamente um paraíso para qualquer fotógrafo.

 

Lago Inle

Por fim, a região do Lago Inle também vale muito a pena ser visitada. Ali podemos ver os vilarejos flutuantes e contemplar a forma simples com que vivem as famílias que tiram seu sustento majoritariamente da pesca e das fazendas e jardins flutuantes.

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O Lago Inle é conhecido pelas suas aldeias de palafitas e pescadores “perna-de-remo”.
Foto Larissa Takahashi

Um exemplo típico de pescador perna de remo.

Os curiosos pescadores perna-de-remo, mostrando muito equilíbrio e habilidade.

 

Quando visitar

Myanmar tem basicamente três estações: seca e fria de novembro a fevereiro, seca e quente de março a abril e estação de chuvas de maio a outubro.

Recomendamos a visita de novembro a fevereiro, quando as temperaturas são mais amenas e menor probabilidade de chuvas. Entre março e abril são registradas altas temperaturas, principalmente em Bagan, que causa bastante cansaço nos visitantes, já que requer visitas ao ar livre nos templos e é um período, via de regra, bem seco. A paisagem no Lago Inle também não é tão bela pois, como a estação tem poucas chuvas, o nível do lago é baixo no período.

 

Toque especial

Se houver interesse em presenciar uma autêntica cerimônia budista, vale a pena acordar bem cedo (em torno das 4 da manhã) para ver a cerimônia da lavagem do rosto do Buda Mahamuni, em Mandalay. Na saída poderão ver filas enormes de monges retornando com alimentos que coletaram na cidade para sua primeira refeição do dia.

Clique aqui para ver um vídeo do templo antes da cerimônia e aqui para ver como é a cerimônia da lavagem do rosto do Buda.

Clique aqui para ver vídeo dos monges coletando alimentos.

Para um lindo pôr do sol, solicite passar o final da tarde próximo a ponte U-bein, em Amarapura, próximo a Mandalay. Podemos organizar um piquenique especial!

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Dois momentos para visitar a Ponte U Bein: logo depois do nascer do sol ou no por do sol.
Foto Larissa Takahashi

 

Like a local

Aproveite as visitas aos mercados locais para comprar um long ji (saia típica) feita na hora. Basta escolher a estampa e fica pronto em 5 minutos!

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Mulher fazendo uma saia típica long-ji – uma dica de lembrança que vale a pena trazer!
Foto Larissa Takahashi

 

Também nos mercados é vendido o pó de thanaka, um cosmético natural para a pele do rosto. Os birmanos usam em toda a face ou fazendo desenhos redondos nas bochechas, para proteger do sol e deixar a pele macia.

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A thanaka, que depois de processada, se torna um cosmético muito usado pelas mulheres birmaneses.
Foto Larissa Takahashi

A thanaka é usado pelas mulheses birmanesas com um toque de feminilidade, mas é usado, principalmente, como proteção para a pela.

A thanaka é usado pelas mulheres birmanesas com um toque de feminilidade, mas é usado, principalmente, como proteção para a pele.

 

Não deixe de provar

A culinária do país é muito rica e os costumes alimentares dos birmanos são bastante diferentes dos ocidentais. Recomendamos provar mohinga, uma sopa tradicional com verduras, peixe e noodles, algumas vezes também servido com arroz. Pode ser provado inclusive no café da manhã!

 

Dica

Abra seu coração e sua mente para aproveitar esta linda viagem no tempo que é a visita à Birmânia.

Livre-se de seus pré-conceitos e aproveite!

 

Artigo escrito por Larissa Takahashi, consultora da Kangaroo Tours no Rio de Janeiro.

 

 

 

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