Para comemorar este 8 de março, preparamos uma lista com mulheres incríveis que fizeram a diferença no mundo através de suas viagens.

Confira abaixo:

1 – Harriet Chalmers Adams

Harriet era uma exploradora norte americana e correspondente da revista National Geographic. Entre suas aventuras visitou dos Andes à Amazônia, cruzou o Haiti a cavalo,seguiu a rota de Cristóvão Colombo pelas Índias Ocidentais, as cruzadas dos espanhóis na América do Sul e a viagem de Ferdinand Magellan da Espanha para as Filipinas (além de cobrir a Segunda Guerra Mundial).

Ao jornal New York Times Harriet declarou:

“Eu nunca achei meu sexo um obstáculo; nunca enfrentei uma dificuldade que uma mulher, assim como um homem, não conseguiria superar; nunca senti medo do perigo; nunca tive coragem de me proteger. “

Após ter sua participação recusada no Clube de Exploradores, ajudou a fundar a Society of Women Geographers, que hoje acolhe 500 profissionais.

2 – Maureen Wheeler

Nascida na Irlanda do Norte, Maureen e seu marido Tony tiveram uma aventura hippie no início dos anos 70. Após passar pela Tailândia, Bali e outros destinos, Maureen chegou à Austrália com 27 centavos no bolso e começou a escrever guias de viagem de baixo custo, inspirada em sua própria jornada.

O guia que começou com o nome “Outro lado da Ásia” se tornou o Lonely Planet, o maior guia de viagens do mundo.

Harriet Chalmers Adams | Maureen Wheeler
Harriet Chalmers Adams | Maureen Wheeler

3 – Jan Morris

Historiadora e notável cronista britânica, Jan diz ter vivido várias vidas em apenas uma. E não é à toa. Nascida como James Morris, foi criada como um homem de alta classe na sociedade britânica, o que lhe proporcionou viagens à Hiroshima, um encontro com Che Guevara e uma aventura na qual acompanhou Edmund Hillary e Tenzing Norgay à uma escalada no Everest.

De espírito livre e a frente do seu tempo, em 1972, aos 46 anos, se submeteu à uma cirurgia de mudança de sexo, tornando-se Jan Morris.

Sua grande parceira de vida é Elizabeth, que foi esposa, ex-mulher (devido a proibição do casamento entre duas pessoas do mesmo sexo, na época) e hoje sua companheira perante a lei, em uma união de mais de 70 anos.

4 – Dervla Murphy

Dervla é ciclista e escritora. Em 1965 lançou o livro sobre a aventura que mudou sua vida: uma viagem de bicicleta da Irlanda à Índia, passando por lugares como Irã, Afeganistão e Paquistão.

Em outros livros Dervla ainda conta outras aventuras, como quando encontrou um tigre enquanto pedalava pelos Terais nepaleses ou perdeu seu cavalo de carga para um leopardo enquanto acampava nas montanhas de Camarões.

Jan Morris | Dervla Murphy
Jan Morris | Dervla Murphy

5 – Kris Tompkins

Kris é uma norte-americana que escolheu viver na Patagônia e faz questão de mencionar a importância de seu falecido marido, Doug Tompkins, na luta pela preservação da floresta das Patagônias chilena e argentina.

Rivais no mundo corporativo (Doug foi co-fundador da marca de vestuário para atividades ao livre The North Face, enquanto Kris era CEO da concorrente Patagonia), mas unidos em vida, trabalharam incansavelmente para que outras pessoas pudessem conhecer a natureza em sua forma mais pura.

Hoje, Kris continua se dedicando à preservação dos Parques Naturais da Patagônia.

6 – Noo Saro-Wiwa

Nigeriana crescida em Surrey, Noo é uma escritora com guias no Lonely Planet sobre a Costa do Marfim, Guiné, Madagascar, Benin, Gana e Togo.

Assim como muitos escritores, Noo infelizmente tirou de uma tragédia familiar forças para escrever um guia sobre seu país. Após ter o pai morto pela ditadura militar, enfrentou um afastamento de sua pátria que durou dez anos, até a iniciativa de escrever o livro “Looking for Transwonderland: Travels in Nigeria”, uma corajosa incursão na literatura de viagens.

Kris Tompkins | Noo Saro-Wiwa
Kris Tompkins | Noo Saro-Wiwa

7 – Annie Smith Peck

Alpinista norte-americana, Annie fez história ao ser a primeira alpinista a escalar o Monte Huascarán, no Peru, aos 58 anos, em um desafio particular de atingir a altura onde nenhum homem havia estado anteriormente.

Vale ressaltar que Annie fez a escalada em 1910, momento em que o preparo físico dos atletas e os equipamentos eram precários se comparado aos dias atuais.

8 – Junko Tabei

Com apenas 1,50 metro de altura, Junko Tabei tinha um talento gigante para o alpinismo. Foi a primeira mulher a escalar o Everest em um contexto social onde a mulher japonesa tinha por obrigação se dedicar apenas às funções ligadas ao lar.

Junko foi ainda fundadora do Ladies Climbing Club e escalou os 7 cumes, que constituem os pontos mais altos de todos os continentes. Faleceu aos 77 anos, tendo escalado até os 76, a fim de promover a escalada sustentável e áreas menos conhecidas para a prática, mesmo com um diagnóstico de câncer.

Annie Smith Peck | Junko Tabei
Annie Smith Peck | Junko Tabei

9 – Laura Dekker

Laura, garota holandesa que se tornou a pessoa mais jovem do mundo a velejar sozinha, aos 14 anos. Em 2010, a adolescente partiu para sua aventura após vencer nos tribunais o serviço social holandês, que era contra a viagem.

Foram 518 dias de uma viagem que iniciou em Gibraltar, passou por St. Martin e terminou em Whangarei, na Nova Zelândia.

Toda a experiência pode ser acompanhada no documentário Maidentrip ou no livro One Girl Dream.

10 – Pagu

Conhecida como revolucionária feminista, a brasileira Patrícia Rehder Galvão, mais conhecida como Pagu, partiu em uma viagem de volta ao mundo aos 22 anos.

Como correspondente de alguns jornais, visitou lugares como EUA e Japão, onde teve a oportunidade de entrevistar Sigmund Freud durante uma viagem de navio. Pagu seguiu sua viagem pela Manchúria (região da República Popular da China) até enfim chegar à França, após uma viagem de trem pela Ferrovia Transiberiana.

Laura Dekker | Pagu
Laura Dekker | Pagu

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Texto inspirado no site Conde Nast Traveler.