Gnus do Serengeti – os incessantes retirantes

O Parque Serengeti tem um ecossistema que é o paraíso da vida selvagem, e maravilhas naturais. É na enorme área ao nordeste da Tanzânia e a sudeste do Quênia com mais de 30 mil km², onde ocorre a maior migração terrestre de animais do planeta.

Desta gigantesca área, 14.763 km² foram convertidos em um parque nacional, o Parque Nacional de Serengeti, localizado dentro do território da Tanzânia. O parque se tornou Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1981 e acabou englobando outras áreas já agraciadas com o mesmo título, como a Área de Conservação de Ngorongoro, a maior cratera vulcânica do mundo, ocupando 260 km².

A região é habitada pelos Masai, o único grupo étnico de seminômades autorizados a viajar livremente pelas fronteiras entre o Quênia e a Tanzânia.

 

Foto cortesia &Beyond

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A migração anual constitui um dos mais impressionantes espetáculos naturais do mundo animal. Grandes manadas migram através do Serengeti, algo em torno de 1.300.000 gnus, 360.000 gazelas Thomson e 191.000 zebras.

Elas guiam-se pelas chuvas, que obedecem a ciclos anuais. Em qualquer época do ano, geralmente há chuva em algum lugar dos limites desta vasta pradaria.

Os gnus precisam de água todo dia e de um constante suprimento de capim para se alimentar. Enquanto houver água e alimento, eles permanecem num lugar. Mas com a chegada da estiagem, o capim começa a secar e a água desaparece. As manadas não podem ficar paradas esperando pela chuva, precisam se deslocar para onde está chovendo.

Um pouco de chuva na planície já transforma a paisagem ressequida. Em questão de dias, a vegetação começa a brotar e o solo fica forrado de capim verde.

 

Foto cortesia &Beyond

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Os gnus conseguem detectar a chuva mesmo a grandes distâncias e não medem esforço para alcançar esse alimento nutritivo e suculento. Não se tem certeza como sabem que está chovendo em outra região do Serengeti — se é pela formação de nuvens de trovoada ou pelo cheiro de umidade no ar seco. De qualquer maneira, a manada precisa migrar para sobreviver. E ela não perde tempo!

A migração começa aos poucos. Os gnus são animais gregários; quando um deles começa a caminhar em determinada direção, outros param de pastar e o seguem. Logo toda a manada começa a marcha num impressionante êxodo. Eles se deslocam movidos pela sede e pela fome. Às vezes correm. Outras manadas marcham em longas fileiras, criando sulcos profundos na terra.

A jornada é repleta de perigos. Os predadores seguem o imenso rebanho, de olho em algum animal coxo, retardatário ou doente. Com o avanço da marcha, entram em territórios de leões, que ficam de tocaia. Escondidos entre os capinzais, esses enormes felinos de repente correm em direção à manada, fazendo com que esta se disperse em pânico. Leopardos, chitas, cães selvagens e hienas atacam quaisquer animais que fiquem para trás ou que se separem do grupo. Quando uma presa é apanhada, os abutres aparecem para disputar as sobras.

Para chegarem a Masai Mara, ponto final da migração, os animais têm que atravessar rios como o Mara. As travessias são eventos espetaculares; do alto dos barrancos, milhares de animais se jogam na água. A maioria consegue chegar em segurança ao outro lado. Já outros são levados pela correnteza ou são apanhados por crocodilos que ficam à espreita logo abaixo da superfície. Todos os anos os gnus e zebras fazem esta perigosa jornada, que pode abranger uma distância de cerca de três mil quilômetros.

 

Foto cortesia &Beyond

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Períodos

Entre dezembro e março, os gnus são comumente encontrados ao sul do Serengeti. Esta época do ano presencia a chegada de milhares de bebês da espécie. Em torno de 8.000 filhotes nascem a cada dia durante este período. Menos da metade deles chegarão à idade adulta, pois o restante irá virar comida para os predadores do Serengeti, incluindo leões e guepardos (cheetah).

As manadas então percorrem seu caminho até o centro do Parque Serengeti, indo em seguida para o Corredor Oeste. O mês de junho anuncia a dramática travessia do rio. Manadas de gnus e dos outros animais da são forçados a cruzar as águas turvas do Rio Grumeti, com a sua residente população de ágeis crocodilos.

Aqueles que sobrevivem à travessia continuarão rumando em direção à Reserva Grumeti, ao norte. Em meados de agosto as manadas se movem através de outro rio, se direcionando para o Masai Mara onde permanecerão pastando até que as chuvas de novembro coloquem o ciclo em movimento mais uma vez, pois os animais irão retornar ao sul do Serengeti para darem à luz seus filhotes.

 

Mapa da rota da grande migração.

Mapa-migração

 

 

&Beyond Klein’s Camp

&Beyond Klein's Camp Foto cortesia &Beyond

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Foto cortesia &Beyond

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&Beyond Klein’s Camp
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&Beyond Grumeti Serengeti Tented Camp

&Beyond Grumeti Serengeti Tented Camp Foto cortesia &Beyond

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Foto cortesia &Beyond

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&Beyond Grumeti Serengeti Tented Camp
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